Entre o que é real e o que acreditamos ser,
existe uma barreira de emoções que pode machucar.

Assim, imaginamos que não podemos viver sem alguém,
tempos depois, estamos vivendo com outra pessoa,
e pior, imaginando que sem ela não vamos viver…

Nossos olhos refletem por vezes,
aquilo que nosso coração quer encontrar,
e é por isso que os apaixonados, e só eles,
vêem o que ninguém mais vê,
não conseguem enxergar os defeitos na pessoa amada,
as vezes tão gritante, tão a mostra.
A paixão forma uma névoa na nossa visão.

Por isso, relacionamentos se perdem,
amizades terminam, grupos se dissolvem,
sociedades terminam em disputas jurídicas,
e brigas de trânsito deixam de ser banais.
É o “exagero emocional” que cerca o homem,
que cega e o faz tomar decisões precipitadas.

Ilusões, impressões, sentimentos que confundem,
fazem o que é imaginário parecer real,
e muitas vezes, o que é real passar despercebido.
Como a felicidade de poder tomar um banho,
a delícia de poder se alimentar sem uma sonda,
o prazer de beijar a boca de quem amamos,
a sensação de paz da nossa casa,
o nosso travesseiro que retém nosso cheiro,
que guarda nossas impressões, nos acolhe,
e nos dá aquela certeza, que amanhã,
seremos mais felizes.
Creia no dia de hoje e na sua capacidade de descobrir,
entre o real e o imaginário, uma nova pessoa,
um ser que grita em você, pronto para ser feliz!

Paulo Roberto Gaefke
www.meuanjo.com.br

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